sábado, 31 de dezembro de 2011

Parece que certas feridas nunca irão cicatrizar. A dor fica ali, esperando só o momento mais oportuno pra sair no escuro de uma noite ingrata. E aí tudo aquilo que eu engoli por tempos, calada, sozinha, entope minha garganta tão intensamente... Desavisada, me vejo mais uma vez derramando lágrimas em uma noite de ano novo. Motivos sempre diferentes, sempre racionais demais. Talvez não seja assim uma data tão importante, mas não consigo me desligar do misticismo. E sei que assim pareço ingrata por não demonstrar felicidade pela melhor pessoa do mundo ter aparecido na minha vida este ano, que ninguém pense isso. Não sou ingrata, se esse é simplesmente o motivo que me faz seguir em frente, que me faz acordar todos os dias e me lembrar do por que de ainda estar aqui.
É só que é muito difícil apagar tudo que ainda machuca.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Pra olhar nos teus olhos

Quando apenas me restava o azul, meu amor, você me deu sua mão,
me ofereceu um beijo,
e o vasto azul de imensidão triste
se fez rósea,
vermelho,
lilás,
cores que talvez o mundo já tivesse,
mas eu, condenada, já não podia ver.